Review: O que você faria se descobrisse que tem uma doença terminal?

por Cremilton Souza

Now Is Good é uma adaptação do livro Before I Die, da escritora Jenny Downham. A história é centralizada em uma garota de 16 anos, chamada Tessa (Dakota Fanning), que foi diagnosticada com leucemia. Esta tendo consciência de sua morte cria uma lista dos desejos que pretende realizá-los antes de sua suposta morte. Entre estes desejos estão: perder a virgindade, fazer coisas ilegais, ser famosa, fazer uma tatuagem, entre outros.

Na sua lista não incluía encontrar um amor, mas isso muda quando ela conhece seu novo vizinho Adam (Jeremy Smith), Tessa se apaixona pelo o jeito doce e meigo do rapaz, levando-a viver experiências inesquecíveis que não constava em sua lista, como ir à floresta, tomar banho de mar no meio da noite, quando a jovem deu por si já estava completamente apaixonada por Adam. Em meio a trama temos um pai protetor que tenta proteger Tessa de todo e qualquer sofrimento que possa surgir, por outro lado há uma mãe ausente que não consegue lidar com a doença da filha, ainda temos a adolescente rebelde  Zoye (Kaya Scodelario). Esta melhor amiga de Tessa se envolve com Scott, descobre-se grávida, abandonada pelo namorado tenta fazer um aborto, mas desiste depois que Tessa a aconselha ter o bebê.


Com um roteiro clichê, Now Is Good se mostrou um filme fraco, não conseguiu prender minha atenção, assistir mesmo, porque já tinha começado a assisti-lo, a história lembra um pouco ao filme Um Amor Pra Recordar, mas fica longe de ter boas sequências de imagens e criatividades na lista de desejos como a de A Walk  To Remember.

Por fim, Now Is Good com exceção da atuação do pequeno Cal (Edgar Canham) que defendeu bem seu personagem ao interpretar o irmão de Tessa, não me surpreendeu em nenhum outro aspecto, sendo assim, não recomendo a vocês leitores, entretanto, parafraseando Ítalo Calvino não devemos nos limitar a leitura de resumos, críticas, interpretações e sim irmos direto ao original. Quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando assistimos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos. Naturalmente isso ocorre se estabelecer uma relação pessoal com quem o assiste. Portanto, se alguém se identificar com a história não custa nada assistir e tirar suas próprias conclusões.

 *** (3/5)
Now Is Good, Reino Unido/Irlanda do Norte, 2012
Direção: Ol Parker
Elenco: Dakota Fanning, Franz Drameh, Joe Cole
Duração: 1h 43min  

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Review: “O Impossível” prova que é possível contar uma história real sem se render à artificialidade

por Amanda Prates
OBS.: Esta review pode conter spoilers!

Difícil descrever a sensação que se tem ao assistir O Impossível. Dor, prazer e angústia se intercalam diante do que seus olhos veem e te fazem sentir na pele cada minuto transcorrido do filme de maneira tão pungente. O longa-metragem vai além de apenas contar sobre a tragédia ocorrida pelo tsunami que varreu o sudeste asiático em 2004, este nos remete à impressão de que só o cinema é capaz de narrar tudo isso de forma tão física. A metáfora usada no título é explorada brilhantemente para o que o diretor tenta apontar: o clichê de que nada é impossível, pelo contrário. Mas é esse clichê, atrelado ao efeito que causa no espectador pela beleza e sinceridade das personagens que o tornam digno de ser assistido.

Uma série de aspectos conspira a favor de O Impossível, o que não é de se surpreender. Juan Antonio Bayona (O Orfanato) faz com o espectador se conecte ao desastre não apenas com imagens, mas com sons – para que compreendamos a força do tsunami. A ideia de retratar a história de uma família de classe alta que, drástica e imprevisivelmente, é separada após um desastre hipnotizante enquanto estava de férias  e hospedada em um hotel na Tailândia, parece ultrapassar os limites das telas pelo brilhantismo como o diretor trabalha com emoções sem perder a sobriedade no tratamento delas. Bayona comanda muito bem a produção das cenas: a construção do tsunami é incrível, tanto do ponto de vista técnico como no trabalho com as câmeras, capturando espetacularmente a angústia e o sofrimento no momento do impacto. A partir daí, tudo flui naturalmente e as personagens se encarregam de fazer com que a dimensão do ocorrido exale para fora da tela.


Apesar de relatar as tentativas de sobrevivência de uma família abastada, as personagens nos ganham pela simplicidade com que são apresentadas, sujeitos que se veem em uma situação inevitável e imprevisível. Lucas (Tom Holland), o filho mais velho do casal Bennet, demonstra uma força de sua própria natureza, que o faz capaz de enfrentar as consequências de um tsunami. Ewan McGregor (Toda Forma de Amor, Moulin Rouge!) consegue dimensionar toda a fragilidade e esperança de seu personagem John e, mesmo que só ganhe destaque pouco tempo depois a partir da metade do filme, é dele uma das cenas mais enternecedoras: o momento em que ele faz a ligação para o sogro, anunciando o evento fatídico. Não se render às lágrimas aí é tarefa árdua. Mas é Naomi Watts (J. Edgar, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos) quem talvez oxigene o filme com sua força de interpretação extraordinária, que faz com que todo o sofrimento de Maria seja mais do que real. Ela consegue atrelar a força do filme à sua personagem, com minúcias que vão além da face de sofrimento e dor, aspectos que lhe resultaram em uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz.

Agora, imaginem se, no final disso tudo, toda família se encontrasse, no que parecia ser o acaso, no mesmo hospital?  É daí que toda a metáfora se desenrola e encerra a história com a mensagem de como o espírito humano, a esperança e o amor são capazes de coisas impossíveis. O maior triunfo deste foi ter conseguido contar uma história real, sem precisar ser um documentário. Uma história tão forte e envolvente, que poderia se tornar enfadonha e repetitiva, não fosse pela maestria alcançada tanto no quesito técnico como narrativo, com os quais o diretor faz com que o filme toque o espectador sem grandes esforços ou qualquer indício de artificialidade.

***** (5/5)
The Impossible/Lo Imposible, EUA/Espanha, 2012
Direção: Juan Antonio Bayona
Elenco: Naomi Watts, Ewan McGregor, Tom Holland
Duração: 1h 54min 

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"SAG Awards 2013" traz boas surpresas e consagra os favoritos!

por Léo Balducci

Vestidos elegantes, discursos, surpresas e muitas consagrações aconteceram na noite de domingo (27/01) com a 19ª entrega do “Screen Actors Guild Awards”, premiação votada pelos próprios atores do Sindicado dos Estados Unidos para os destaques do cinema e televisão. Não há como negar que essa é mais uma das grandes cerimônias que antecedem a entrega do "Academy Awards" (Oscar) e marca já o favoritismo de alguns e a indecisão dos ganhadores em outras categorias. 

Na televisão, “30 Rock” impressionou ao terminar a série recebendo os prêmios de “Melhor Ator em Série de Comédia” e “Melhor Atriz em Série de Comédia”. Por outro lado, “Homeland” continua cada vez mais se consagrando como uma das melhores séries dramáticas de todos os tempos, assim como “Downton Abbey” e “Breaking Bad”. Julianne Moore teve seu trabalho mais do que reconhecimento ao ser nomeada “Melhor Atriz de Telefilme/Minissérie” por sua atuação em “Virada no Jogo”. Já a estatueta de “Melhor Elenco de Comédia” ficou para “Modern Family”.

O cinema também mostrou um desempenho bem mais dinâmico do que o “Globo de Ouro”, considerando as melhores atuações e direções impecáveis. Apesar de “Argo” ter ganhado por “Melhor Elenco”, foi Daniel Day-Lewis que levou para casa o prêmio de “Melhor Ator” por “Lincoln”. Enquanto isso, Anne Hathaway destaca seu favoritismo em levar o Oscar após deixar o SAG como “Melhor Atriz Coadjuvante” por “Os Miseráveis”. A queridinha Jennifer Lawrence não ficou com as mãos vazias e voltou para casa como “Melhor atriz” pela diferente comédia romântica “O Lado Bom da Vida”.

De uma maneira geral, parece que os próprios atores do Sindicato sabem escolher melhor os ganhadores em determinadas categorias do que seus fãs. O caso do “People’s Choice Awards 2013” realmente perdeu seu sentido após termos vitórias tão significativas no SAG, onde o “Globo de Ouro” ficou um pouco a desejar. As grandes apostas para o Oscar estão ao ponto de que “Lincoln” e “Argo” devem disputam acirradamente por ganhar nas categorias indicadas, onde se dá praticamente como certo a vitória de Anne Hathaway depois de tantas evidências de ser a mais favorita. No entanto, tudo é possível quanto se pensa em Oscar!

Confira a lista completa de ganhadores:

Melhor Ator Coadjuvante: Tommy Lee Jones, por Lincoln 
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway, por Os Miseráveis 
Melhor Elenco de Série de TV Comédia: Modern Family 
Melhor Ator de Série de Comédia: Alec Baldwin, por 30 Rock 
Melhor Atriz de Série de Comédia: Tina Fey, por 30 Rock 
Melhor Atriz de Telefilme/Minissérie: Julianne Moore, por Virada no Jogo 
Melhor Ator de Telefilme/Minissérie: Kevin Costner, por Hatfields & McCoys 
Melhor Ator de Série de Drama: Bryan Cranston, por Breaking Bad 
Melhor Atriz de Série de Drama: Claire Danes, por Homeland 
Melhor Elenco de Série de Drama: Downton Abbey 
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida 
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis, por Lincoln


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Review: Nicole Scherzinger se multiplica várias vezes para mostrar seu "Boomerang"

por Léo Balducci

Após fazer um pouco de farofa no álbum “Killer Love”, Nicole Scherzinger volta nos presenteando com uma música super gostosa de ouvir e o melhor sem dubstep.  E o clipe não fica atrás, muito pelo contrário, ele conseguiu superar nossas expectativas por ser o que ele realmente deveria ser: "Boomerang"!


Vemos uma Nicole muito mais animada e feliz de poder mostrar sua música ao mundo, onde ela não hesita em usar de artifícios de visualização para satisfazer a essência do clipe. Na verdade, o vídeo se destaca por ser simples e não utilizar muitos elementos para entreter, o que na maioria das vezes deixa tudo muito confuso (pegue o exemplo dos clipes de Nicki Minaj). Além disso, a cantora faz com que fiquemos friccionados por se dividir em várias Nicoles, o que evidencia o fato do bumerangue – título e tema central de toda a produção -, onde também faz uso de luzes de neon (não sei se é isso mesmo) em seu corpo e reflete a luminosidade como a fração de todo o sentido de seus sentimentos, sem se perder no foco da letra da canção. Ao se rodear várias vezes de si mesma em movimentos diferentes nos proporciona verificar que foi trabalhoso e muito divertido gravá-lo!


Outros casos interessantes do clipe são os figurinos que são muito bem posicionados conforme as razões para a expressão da artista. Mesmo sem se prender a coreografias, ela faz uso de alguns passos, o que denomina ainda mais a procura excessiva por mostrar que ela é uma mulher forte e que não irá desistir tão fácil de seu amor – o que a música exemplifica em todo o refrão. Os versos são tão bem atribuídos à melodia que temos a sensação de estarmos ouvindo uma das melhores músicas do ano (só que nem é pra tanto), mas ainda assim alguns ouvintes de plantão podem não se entusiasmarem muito com a composição devido não ser a tão clara e repentina “farofa” que estão acostumados a ouvir ou por não estarem com batidas tão bem organizadas no ritmo da canção, mas “Boomerang” é assim, não tem uma letra abusiva e não precisa se priorizar a elementos clichês- apesar deles estarem presentes. A produção é do Will.I.Am, mas a promessa de música boa fica por conta de Nicole!



Oh, you can turn me down, you can throw me now / The harder out, the harder I come back around / You can break my heart / But you can't scratch my name / I can take the hit cause I'm a boomerang” (‘Oh, você pode me rejeitar, você pode me jogar agora / Quanto mais força puser, com mais força vou voltar / Você pode partir meu coração / Mas não pode arranhar meu nome / Posso aguentar o golpe, porque sou um bumerangue’). E pode ter certeza que é mesmo!


Nada impede que Nicole, depois de ser jurada do “The X Factor” do Reino Unido, consiga emplacar esse como um hit e ainda contagiar a todos com uma faixa tão bem composta e produzida (um acerto para o Will.Eu.Mesmo) e ela vai voltar, afinal é um bumerangue. E seus fãs merecem todo esse trabalho e o segmento essencial que a faixa pretende se associar na exploração do sentido da música em relação ao clipe, o que fez surgir as várias multiplicações dela. No entanto, tem que se levar em conta que nem todos os elementos apresentados no vídeo consistem com algum sentido com a faixa, mas de qualquer maneira foi uma produção visualmente muito bem elaborada. Não precisam se preocupar, tem Nicole pra todo mundo!


**** (4/5)
Música: Boomerang
Artista: Nicole Scherzinger
Gravadora: Interscope Records
Data de Lançamento: 25/01/2013

Direção: Nathalie Canguilhem
Duração: 3min 19s

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Review: "A Última Casa da Rua" é o suspense sem suspense!

por Léo Balducci
A maioria das pessoas consegue assumir várias personalidades ao mesmo tempo, o que chamamos de bipolaridade de comportamento, e que favorece o surgimento de vários acontecimentos diferentes e da reação inoportuna de cada um. Esse fator está sendo usado abundantemente  nos estúdios de Hollywood, o que de alguma maneira começa a gerar sentidos repetitivos ao espectador, mas na verdade o problema não está no que mas sim no modo como está sendo representado. Se estiver achando meio confuso toda essa introdução, saiba que é exatamente assim que qualquer um fica após assistir “A Última Casa da Rua” sem um pré-conhecimento do gênero!

Começamos o filme com as típicas cenas de assassinato – que não é nenhum problema, desde que haja sentido – e temos a sensação de estarmos diante de uma produção que possa render alguns minutos de suspense excessivo. Nada passa despercebido pelos olhos atentos do espectador, inclusive a falta de sangue nas cenas. Logo mais adiante, somos guiados para a vida de uma garota que acaba de se mudar com sua mãe para uma nova cidade, em busca de conforto após alguns conflitos familiares. O que ela mal imagina é que tem como vizinho a casa da qual todos comentam na cidade pelo assassinato, descobrindo que o filho do casal morto pela filha, e único sobrevivente, continua morando lá. A partir daí, os acontecimentos são propiciados pelas más construções de cenas e precário sistema de diálogo, já que toda a expectativa desenvolvida durante o filme nunca acontece!


À primeira vista, o único motivo para se interessar por essa trama não é o cartaz, nem a sinopse e nem mesmo o trailer, é Jennifer Lawrence. A atriz que está ganhando cada vez mais destaque no cinema é a protagonista e a única que consegue trazer a pequena essência do filme, mesmo que de forma disfarçada.  O suspense, acrescentado realmente apenas nos últimos minutos de filme, não serve para salvar a produção, que além de impedir que o espectador entenda seu contexto ainda se priva de colocar os típicos e chatos momentos em que o vilão parece ter um momento de se vingar – e isso se repete constantemente. Talvez o principal fator para isso se dê pelo fato do roteiro do longa ter sido feito há quase 1 década antes da produção realmente sair do papel,  e sua reformulação não foi o suficiente para trazer uma trama inteligente e de conteúdo.

“A Última Casa da Rua” se a junta a outras centenas de títulos fracassados do cinema e que não merecem nenhum respeito quando o assunto é qualidade. O filme se resume a uma trama fraca, personagens posicionados de forma errada na história e cenas priorizadas pelo suspense barato e sem partir de elementos visuais com ênfase em sentimentos. Só pelo cartaz do longa, já poderia se esperar um filme com muita ação e momentos de "roer as unhas" e da personagem suja de tanto fugir, mas se mostra estagnado no comum. Não há como negar que a história tinha tudo para ser boa, mas se perdeu diante do que realmente quer dizer o gênero suspense!


* (1/5)

(House At The End Of The Street, EUA/Canadá, 2012)
Direção: Mark Tonderai
Elenco: Jennifer Lawrence, Max Thieriot, Elisabeth Shue
Duração: 1h 41min

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Big Exemplo

por Aline Santos

O Grande Irmão (ou Big Brother, do original em inglês) é um personagem do livro "1984", de George Orwell (1903-1950), escritor indiano que se criou na Inglaterra. Nesse livro Orwell profetiza sobre uma sociedade em que o Estado, representado pela figura do Grande Irmão, controla a sociedade. O Grande Irmão é uma figura abstrata, ninguém consegue vê-lo, mas ele pode ver todo mundo e dessa forma controlar suas ações. O título “1984” é uma inversão do ano em que ele foi escrito, 1948, não se sabe ao certo o que se passava pela cabeça do autor ao fazer essa inversão.

Mas e o Big Brother que conhecemos hoje? Pessoas confinadas em uma casa sendo observadas todo o tempo por câmeras. Como surgiu essa ideia? Qual a relação com a obra de Orwell? Em 1999, John de Mol, um executivo da TV holandesa, sócio da empresa Endemol, teve a ideia de criar um Reality Show onde pessoas comuns seriam selecionadas para conviverem juntas dentro de uma mesma casa, vigiadas por câmeras, 24 horas por dia. O nome do programa foi inspirado no livro de Orwell, 1984.

Feitas as apresentações, surgem questionamentos acerca desse reality show, amado por uns e odiado por outros, que invade sem permissão a tela de milhões de brasileiros. Concentro minha crítica não sobre a qualidade dúbia do programa em questão, pois convenhamos nunca chegaremos a uma conclusão satisfatória. O Big Brother, como qualquer outro programa popular e de divulgação em massa, acaba se tornando referência para muitas pessoas, em especial jovens, sendo esse exemplo passado que tanto incomoda. O programa tem uma mensagem: “Estamos de olho”, mas a mensagem subliminar do programa é mais perturbadora, é como se o reality incentivasse pessoas a passar horas em academias, turbinassem seus corpos com litros de silicone e pronto! Dessa forma você vai conseguir alcançar sua posição social na sociedade, ficarão ricos de um dia para o outro.

O economista Marcelo Paixão, em uma entrevista sobre o negro na sociedade, mas que serve de referência para o assunto em questão, disse que os jovens brasileiros estão carentes de exemplos. Como fazer com que jovens acreditem na educação como ferramenta de ascensão social, se ele pode se tornar um jogador de futebol rico e famoso ou então um brother milionário. O Brasil já é um país com um histórico não muito animador com relação à educação, nossos representantes não se mostram muito solícitos quando o assunto é educação, o motivo: a equação é fácil POVO + EDUCAÇÃO = VOTO CONSCIENTE. Sim, é fato, não é conversa de crítico que quer dá ênfase ao que escreve. Pesquisas revelam que o Brasil é um país onde as pessoas ainda não conseguem acreditar na educação como forma de conseguir estabilidade.

Todos os outros fatores negativos que os críticos insistem em salientar também incomodam. O Big Brother aliena as pessoas, o valor absurdo que se gasta a fim de montar um programa poderia ser investido em algo que trouxesse um pouco mais de cultura a sociedade, afinal nós precisamos. Mas para mudanças, é preciso que a juventude acorde, tais programas ameaçam a herança que deixaremos para nossa sociedade, quem será nosso Malatesta do futuro? Teremos outro Marighella?  Será que temos um novo problema assolando nossa sociedade, nosso legado de pensadores e líderes está ameaçado por subcelebridades desesperadas em ganhar fama e dinheiro? Escrevendo isso em um momento de nostalgia pensei: se nossos jovens se pintassem de novo...


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Review: Quem aí quer brincar com o Charlie?

por Léo Balducci

Você já teve um amigo imaginário? É bastante comum crianças adotarem em sua imaginação a criação de outras pessoas com quem acreditam estar brincando e falando, trata-se de um modo de restringirem sua falta de companhia ou até mesmo sua capacidade de induzir um processo criativo bem aprofundado. Para a maioria dos psicólogos e médicos, esse amigo pode ajudar e muito no desenvolvimento social da criança, que o cria perante suas próprias experiências (apesar de não ser muitas). O filme “O Amigo Oculto” traça essa trajetória inigualável da imaginação e até que ponto ela pode chegar, afinal o amigo imaginário existe?


O longa gira em torno de um pai solteiro (Robert De Niro) que resolve se mudar com sua filha (Dakota Fanning)para outra cidade após a morte precoce de sua mulher. Ainda com problemas para lidar com a situação, ele prefere se isolar mas compreende o real sentido de estar presente na vida de sua filha. A partir disso, a criança cria um amigo imaginário, que é debatido nas sessões com a psicóloga. A princípio, acredita-se que o chamado Charlie seja apenas uma forma que a menina tem de reprimir a Tristeza que sente sobre a tragédia que ocorreu em sua vida. No entanto, estranhos acontecimentos começam a circular a vida do pai e ele começa a crer que Charlie, na verdade, possa mesmo existir e estar influenciando sua filha.




Esse suspense começou a  ganhar destaque no cinema mundial após seu final impactante não ter sido exibido para nenhuma sessão de críticos ou público pré-selecionado. A 20th Century Fox, distribuidora do filme, só entregou o rolo original com o final (que teve 3 versões de conclusões diferentes, que pode ser conferida no DVD) no último segundo a exibição oficial por seguranças especializados da empresa. Isso, sem dúvida, contribuiu para uma ansiedade e maior procura de pessoas para assistirem-no, porém o final impecável por si só consegue dialogar com as impressões e reação dos espectadores. Ninguém poderia imaginar mesmo com a crítica se referindo a produção como uma cartada fora já que o abuso do final bombástico do filme teria sido utilizada de forma exaustiva por Hollywood, mas o final se destaca mais pelas introduções e cenas de roer as unhas (nem é pra tanto)!


“O Amigo Oculto” traz uma trama muito bem elaborada conforme as conturbadas situações vivenciadas pelo personagem de De Niro e sua relação complicada com a filha. Além disso, trouxe uma explicação mais ampla de um dos assuntos que permeiam nossa sociedade e realizou o feito de mostrar a todos o quão impressionante e perturbador pode ser a cabeça do ser humano. Esse é um ótimo pedido para quem gosta de se envolver com os personagens e ficar de boca aberta no final enquanto acompanha um eletrizante suspense!



***** (5/5)
(Hide And Seek, EUA/Alemanha, 2005)
Direção: John Polson
Elenco: Robert De Niro, Dakota Fanning, Famke Janssen
Duração: 1h 45min 

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Li Por Aí #1: Suicídio

por Aline Alves

Várias vezes a ideia de suicídio assaltou-o; esta imagem vinha cheia de encanto, como um repouso delicioso; era como o copo de água gelada para o miserável que, no deserto, morre de sede e de calor.
"Minha morte aumentará o desprezo que ela tem por mim!", exclamou. "Que lembrança eu deixaria!"



*.............. lembra algo que ouvi esses dias, tenho lido tanta coisa que fala sobre assunto ultimamente, até os filmes que estou vendo, ouvindo sobre casos,  coisas da vida.
* Não me perguntem a razão pela qual escolhi a segunda foto. Não, eu nunca li Harry Potter mas eu achei muito bonitinha,  não tem nada a ver com suicídio mas lembra o Li Por Aí ;)

O Vermelho e o Negro
Título original:  Le rouge et le noir
Autor: Stendhal
Editora: Abril 
Ano:  210
Páginas: 640

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2013: O retorno das Divas!

por Léo Balducci

Em meio às várias surpresas no mundo da música em 2012, esse ano teremos privilégio da promessa do retorno de grandes artistas no cenário pop, principalmente de mulheres. Felizmente ou infelizmente a maior parte dos cantores pop são mulheres e isso influencia e muito no comando do gênero musical, que atualmente (querendo ou não) é o que mais se destaca e ganha adeptos. Por conta disso, resolvemos selecionar as divas que já anunciaram o lançamento de um novo material e parecem estar vindo com tudo para dominar as paradas. Esse ano a disputa vai ser acirrada e o melhor (ou pior) é que todas tem a promessa de trazer músicas imperdíveis e até mesmo revolucionárias.

BEYONCÉ
A mãe de Blue Ivy Carter parece ser a diva com a maior influência de lançamento e isso não se deve somente aos fãs ou aos parceiros do álbum, mas também por que ela precisa trazer de novo seu som pop e R&B (coisa que o álbum experimental  “4” não trouxe muita confiança). O repertório sem dúvida deve ser impecável, afinal a cantora está se dedicando na produção há um bom tempo e conta com um time de produtores, compositores e parceiros de primeira. Temos Ne-Yo, Pharrell Williams, Azealia Banks, Justin Timberlake, Timbaland, The Dream e seu marido Jay-Z. Além disso, Bey irá se apresentar no intervalo do Super Bowl, a atração mais assistida da TV dos Estados Unidos, onde ela cantará seu novo single, que recebeu o título de “Touchdown” pela Billboard, e ainda reunir o Destiny’s Child para performar a faixa “Nucler”, inédita lançada na coletânea especial do ex-grupo. O evento acontece dia 3 de Fevereiro. Para completar, dia 16 de Fevereiro vai ai ar seu doecumentário especial feito pela HBO, intitulado "LIfe Is But A Dream”, trazendo depoimentos e cenas do cotidiano da diva do R&B. Esse ano é da Beyoncé? Bom, ainda veremos, pós temos muitas outras divas prontas para atrapalhar seus planos!

LADY GAGA
A cantora já deixou todos os seus “little monsters” extremamente ansiosos após o anúncio de um novo álbum repleto de surpresas e muita diversão. Na verdade, Gaga traz o “ARTPOP” como uma promessa de regressar aos ritmos e batidas do álbum “Fame”, porém nunca deixando de inovar em sons diferentes que possam cativar os ouvintes das rádios. A expectativa para o retorno da Nova Rainha do Pop é tanta que é considerado o segundo disco mais aguardado do ano. No entanto, talvez a maior motivação esteja no lançamento da continuação do clipe de “Telephone”, que segundo rumores, pode reunir Azealia Banks, Beyoncé e até Rihanna numa parceria épica. Para compor os sucessos, a estrela está trabalhando com RedOne, produtor responsável pelos hits “Poker Face” e “Bad Romance”, que revelou querer “fazer história” com o repertório. Uma revolução no pop? Por enquanto não dá para dizer, mas uma coisa é certa: muito eletro dançantes e versos pop devem animar a galera!

ADELE

É melhor as concorrentes se prepararem, pois Adele está voltando! Após o estouro da cantora britânica no mundo com o álbum “21”, fontes próximas afirmam que ela já tem planos de retornar aos estúdios em Fevereiro para começar a produção das músicas compostas durante o tempo em que descansou depois de ter um problema vocal e do nascimento de seu primeiro filho. Apesar de sabermos da capacidade incrível da diva de escrever faixas, ainda é muito cedo para dizermos se o novo disco irá bombar quanto seu antecessor, mas a música “Skyfall”, escrita por ela e pelo co-escritor de “Rolling In The Deep” para o filme “007 – Operação Skyfall”, pode ser uma boa prova disso. Só esperamos que ela tenha tido uma transição bem grande de amadurecimento para não dedicar um repertório inteiro novamente à apenas uma pessoa – em “21”, as canções são todas para um relacionamento amoroso perdido. O lançamento está previsto para o segundo semestre do ano!



KATY PERRY
Essa também é daquelas que mal podemos esperar para ouvir algo novo! Após lançar mais três músicas inéditas no relançamento do “Teenage Dream”, Katy resolveu tirar umas merecidas férias em meio ao fim de seu casamento com o ator Russell Brand. Mesmo sem termos muitas informações sobre o repertório, sabemos que ela tem visitado alguns estúdios de gravação para trabalhar em algumas músicas já compostas e começar a escrever outras. Um motivo para esperar um grande álbum é o fato de ela ter comentando que está escrevendo uma música ao lado de Sia Furler, compositora de “Diamonds” da Rihanna e voz por trás de “Titanium” e “She Wolf” com David Guetta. Além disso, a cantora também já havia anunciado que nesse novo disco pretende trazer um lado mais pessoal e ao mesmo sombrio, mas sem deixar de lado a diversão e alegria. Se vai ser melhor que TD, não temos como saber, mas que vai ser bom, isso a gente pode apostar!



BRITNEY SPEARS
Pelo jeito uma temporada julgando e sendo mentora de candidatos no “The X Factor” fez muito bem para a Princesa do Pop, que já está renovada e pronta para gravar um novo álbum. O fim de seu noivado com Jason Trawick também deve resultar numa canção presente no sucessor do “Femme Fatale”, que irá ter a produção de Dr. Luke e quem sabe até de parcerias inusitadas. Quem não adoraria ver a cantora em um dueto com Demi Lovato? Bom, seria incrível, porém o repertório do disco não deve se resumir apenas em batidas insistentes, mas também em letras bem mais concisas agora que ela está mais madura. Até são escassas as informações sobre novas músicas, entretanto espera-se que Brit resolva lançar um novo single ainda no primeiro semestre de 2013. “It’s Britney, Bitch!”



MILEY CYRUS
Não resta dúvidas de que a ex-“Hannah Montana” deixou de ser uma garotinha bem comportada, prova disse é o álbum “Can’t Be Tamed”, que trouxe uma Rainha Teen bem mais ousada, divertida e ‘abusadinha’. Na verdade, esse contexto de tentar tirar sua imagem de “boa moça” continua com seu novo álbum, ainda sem título definido, e promete trazer um repertório bem mais maduro ao mesmo tempo em que é sensual e comprometido com sua vida.  A noiva de Liam Hemsworth trabalhou com Pharrell Williams, provavelmente, em todas as músicas do novo disco e por isso ele é tão aguardado pelos fãs e por todos nós. Apesar da cantora e do produtor estarem bem animados na promessa de trazer faixas bem diferentes, não achamos que eles estão se referindo ao gênero pop, mas sim na letra e composição do material. Afinal, nós queremos a Miley bem pop e dançante com músicas induzidas por batidas de instrumentos e de balada. Talvez encontremos um pouco de suas raízes country em algumas composições, mas indícios nos dizem que no geral, o álbum tem um estilo bem Katy Perry misturado com Lady Gaga e Britney Spears. Outros rumores informam que ela tenha também trabalhando em parceria com Eminem e outros rappers, além de Dr. Luke – um indício de sua mudança de gravadora, denominando assim ser a Sony Music já que o produtor tem exclusividade para trabalhar apenas com artistas da empresa -, Hit-Boy e Tyler, The Creator. A espera era de um single no final do ano passado, mas como isso não aconteceu só nos resta esperar pelo novo material no 1º semestre de 2013!


DEMI LOVATO
A jurada da 2ª temporada do “The X Factor” continua a nos encantar com sua incrível voz, só que agora ela já começa a elaborar novas músicas! Apesar de termos apenas rumores referentes ao novo álbum da diva teen, eles são o suficiente para ficarmos animados, como um provável lançamento do novo single já em Fevereiro (dizem que a faixa se chama “Pieces Of a Heart”). Além disso, temos informações de que ela e Sia Furler teriam se encontrado para a composição de uma música, a cantora australiana havia comentando que estava com Demi assistindo filme. Tudo indica que Sia tenha vendido “Back To Life”, faixa descartada por Rihanna para o álbum “Unapologetic” (mas que já vazou na internet e é realmente muito boa). Outro fator primordial para ficarmos entusiasmados com o novo material é o fato da cantora já ter garantido que nesse álbum não fará uso de eletros “farofa”, mas sim de batidas instrumentais e arranjos mais agitados - sem ser muito pessoal como “Unbroken”, na verdade, podemos contar faixas mais de diversão e algumas românticas. Contagem regressiva para o novo single? Esperamos que sim!



SELENA GOMEZ
Essa é mais uma diva teen que tem amadurecido constantemente e parece estar pronta para lançar um material bem mais pessoal! Seu término de namoro com Justin Bieber com certeza deverá estar presente em alguma música ou verso de seu novo álbum, que tem single programado para chegar às rádios em Março. Para completar, Selena também está trabalhando novamente com a Rock Mafia, gravadora e produtora do hit “Love You Like A Love Song”, e supostos duetos com Taylor Swift e Miley Cyrus – já que ambas foram vistas no mesmo estúdio de gravação, onde Selena e Tay saíram para jantar logo após. Toby Gad é o responsável por co-escrever as músicas com a estrela, que tem planos de fazer faixas agitadas num pop mais eletro e romântico. Tudo indica que no repertório vamos ter o “My Dilemma 2.0”!


AVRIL LAVIGNE
A namorada do vocalista do Nickelback tem seu novo álbum todo administrado por LA Reid e promete trazer de novo a Avril punk-rock. Mesmo tendo pouquíssimas informações sobre o repertório do disco, sabemos que um possível primeiro single está agendado para sair em meados de Março (ou quem sabe até antes?!). Uma das informações essenciais que precisamos é que a Black Star está produzindo um som bem mais hard rock e indie, segundo o namorado Chad Kroeger. Esse abandono do pop pode fazer muito bem para a cantora canadense, que já apresentou um visual bem mais ousado, tendo em vista que poderá contribuir com sua conduta como artista. Mas nunca se sabe quanto o assunto é Avril e LA Reid, às vezes podemos ter uma música tanto pop, quanto rock e indie. É esperar na aposta!

MENÇÕES HONROSAS: Mariah Carey (esperamos que o álbum seja melhor que o single), Cher (voltando sempre com o seu girl-power purpurina), Rita Ora (com novas músicas para seu primeiro álbum no mercado americano, onde rumores apontam para uma parceria com Snoop Dogg), Paramore (mesmo sendo uma banda, tem a diva Hayley Williams, e prometem trazer um álbum bem mais pop e dançantes no estilo que a gente gosta), Jessie J (mesmo não sabendo quando ela realmente volta com novas músicas, 2013 é sempre uma boa aposta) e até Justin Timberlake (ele não é diva, mas merece destaque pela promessa de voltar ao cenário musical com tudo; ele é muso! Kkk).

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Review: O que faz de "Orgulho e Preconceito" um clássico?

por Cremilton Souza


Em 28 de janeiro de 1813 foi publicado pela primeira vez o romance Orgulho e Preconceito da escritora inglesa Jane Austen, esta deu à literatura inglesa o primeiro impulso para a modernidade, 200 anos após a sua publicação, com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos, nos leva a perguntar, por que Pride and Prejudice, permanece tão atual? Como ele sobrevive a eras tão diferentes? Será devido ao número de adaptações para o cinema, televisão e teatro? Ou ainda pode-se perguntar: será por que a autora tratava do cotidiano de pessoas comuns? O teórico Ítalo Calvino nos sugere alguma resposta. Segundo ele, clássico é aquele livro que nunca deixou de dizer aquilo que tinha pra dizer, isto é, os clássicos são um encontro com a história, são situações que parece nunca termos vistos, mas que ao mesmo tempo temos a sensação que já tínhamos isto dentro de nós, essa sensação, depende da interpretação e da visão de mundo e da época que cada leitor vive, sendo assim, toda vez que lemos um clássico chegamos a uma nova conclusão.

 Nessa obra Austen retrata o cotidiano de pessoas comuns como: casamento, riqueza, posições sociais e costumes vigentes do período em que esta foi escrita. Dessa maneira ela critica com certa dose de ironia o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época, ela defendia a tese de que as mulheres tinham muito mais a oferecer, do que, apenas aprender a bordar, tocar piano, cantar e cuidar da casa, por outro lado criticava também, a busca desenfreada pelo casamento, a autora não era contra o casamento, mas, pensava que essa busca poderia ser efetuada com controle psicológico. Desta forma, Jane Austen destaca ainda uma aguda percepção psicológica, com um estilo único e uma ironia sutil, com certo tom de humor pela leveza da narrativa. A seguir trecho do diálogo do primeiro pedido de casamento feito por Mr. Darcy a Miss. Elizabeth Bennet: 

Tenho lutado em vão. Não resistirei. Meus sentimentos não serão reprimidos. Você deve permitir que eu lhe diga o quão ardentemente a admiro e amo”. [...] A surpresa de Elizabeth estendeu-se além das palavras. Ela o olhou fixamente, corou, duvidou e ficou em silêncio. Ele considerou isso encorajamento suficiente; e a garantia de tudo o que ele sentia, e há muito tempo, por ela, seguiu-se imediatamente. Ele falava bem; mas havia sentimentos além daqueles do coração, a ser detalhados; e ele não foi mais eloquente no assunto da ternura do que no orgulho. Seu conhecimento de que ela era inferior, que era uma degradação dos obstáculos familiares que sempre opuseram à sua inclinação, foram temas nos quais ele se demorou com uma emoção que parecia a devida consequência de que ele estava ferido, mas que muito provavelmente não faria seu discurso ser bem recebido”. 

 O título do livro a princípio era primeiras impressões, contudo, depois de várias análises e revisões a escritora decidiu alterá-lo para orgulho e preconceito, isso nos leva a interpretar que os protagonistas da história um seria orgulhoso e o outro preconceituoso, no entanto, ambos personagens tem as duas características, tanto a do preconceito, quanto a do orgulho. Como todo romance, sempre há uma história de amor, em orgulho e preconceito não poderia ser diferente, Jane Austen retrata em sua obra que só o amor era capaz de romper com essas barreiras.

Diante disso, Jane Austen apresenta a verdadeira essência de sua obra, na qual só o amor verdadeiro entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher no início do século XIX. Por fim, não me resta mais nada a não ser recomendar, a leitura da obra literária e assistam também a sua adaptação para o cinema de 2005, do diretor Joe Wright, com Keira Knightley, Matthew MacFadyen, como protagonistas.

***** (5/5)
Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Editora: Landmark
Ano: 1813
Páginas: 229

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O espetáculo da vida em movimento em "On the Road"

por Aline Santos

Estrada: Caminho, em geral público, mais ou menos largo, que, situado fora do perímetro urbano, liga uma localidade a outra, e pelo qual transitam pessoas, animais ou veículos. Etimologicamente esse é o significado atribuído à estrada, mas segundo o universo construído por Walter Salles em seu filme On the Road, estrada é uma passaporte para a liberdade, onde nada é proibido e não se pode proibir.

On the Road é uma adaptação do livro de Jack Kerouac, intitulado Pé na Estrada e que foi publicado em 1957. O filme traz em seu elenco Sam Riley (Sal Paradise), Garret Hedlund (Dean Moriarty) e Kristen Stewart (Marylou). Sal Paradise (Sam Riley) é um jovem aspirante a escritor que logo após a morte de seu pai conhece Dean (Garret Hedlund), uma espécie de espírito libertário que proporciona a Sal diversas experiências e um mergulho profundo no universo deslumbrante e conturbado que é a vida. Salles traz também nesse filme um pouco do universo da contracultura, um movimento contra qualquer tipo de pensamento puritano e conservador que tomava conta dos Estados Unidos pós-guerra. A contracultura não era só um movimento, mas, um estado de espírito. 


Salles construiu uma obra de arte de pinceladas precisas e ousadas, On the Road é a prova do amadurecimento do diretor principalmente nas escolhas dos atores para os personagens. Sal é o reflexo da juventude de sua época em pleno estado de ebulição que ansiava por mudanças, e é esse espírito ávido por mudanças que fez com que ele e Dean se tornassem almas gêmeas. Mas, uma agonia deliciosamente perturbadora paira sobre o filme: o que exatamente esses jovens, aparentemente loucos, procuram?  Você pode pensar que eram apenas jovens rebeldes a procura de sexo, drogas e rock’n’roll. Acho que não, parece óbvio demais e não condiz com a complexa obra. Jovens que queriam viajar e conhecer o país? Soa como um reality de péssimo gosto. O filme é um mergulho na mente humana, Sal e Dean só querem um pouco de movimento, não sair do lugar, mas sair da inércia em que se encontram suas vidas, e eles encontram esse movimento vagando sem destino, se alimentando da vida das pessoas, para conhecer um pouco das suas.

A obra de Salles não necessita de recomendações de críticos e entendedores, ela se faz recomendável, seja por ser um relato riquíssimo da época de florescimento de uma juventude contestadora, seja pela ótima música ou mesmo pelos versos com que o filme nos presenteia. On the Road não é apenas um filme que convida todos a colocar a mochila nas costas e viajar sem rumo, ele nos leva além, para aquele lugar onde Sal desejava chegar: a lugar nenhum.

***** (5/5)
(On the Road, Estados Unidos, 2012)
Direção: Walter Salles
Elenco: Kristen Stewart, Garrett Hedlund, Sam Riley
Duração: 2h 17min

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Será que só eu odeio o Carnaval?

por Aline Alves

Quando você não aguenta mais ver e ouvir em sua TV comerciais  sobre natal e feliz ano novo (ah como somos felizes e como o ano foi próspero), quando você esta enfim livre dos clichês. Eis que então, você se depara com aquela musiquinha da globeleza, e nada novo, seres do sexo feminino esbanjando sexualidade, nuas, repletas de brilhos e algo grande e chamativo na cabeça, alegria amigos é Carnaval.  

O carnaval chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França as festas aconteciam em forma de desfiles urbanos com pessoas fantasiadas e usando máscaras.

No final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos brasileiros, mas só no século XX com a ajuda das marchinhas carnavalescas é que as festas ganharam popularidade, essas marchinhas são aquelas musiquinhas chatas de carnaval,  e quem é que não se lembra do “ó abre alas que eu quero passar”. A partir daí foram surgindo às primeiras escolas de samba no Rio de janeiro e também as competições entre as escolas.

Além do Carnaval do Rio de janeiro, ainda há no Brasil os carnavais de Salvador e de Olinda que também são conhecidos no mundo todo.

O carnaval é uma festa muito popular no país, que levou fama internacional de país do carnaval (O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo), mas ainda acredito que o carnaval não conseguiu fisgar todo mundo, devem existir por aí alguns brasileiros de espírito independente que não são adeptos às festividades carnavalescas, eu por exemplo.


O fato é que não vejo algo realmente proveitoso no carnaval, não gosto de grandes festas com muuuuuuuuita gente, como diria NietzscheOdeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia.” Não importa onde seja, Bahia, Recife, Rio de Janeiro, Paris, além de ter definitivamente muita gente feliz se pegando e bebendo, o carnaval ainda tem aquelas músicas irritantes que não fazem o meu gênero, ou seja para pessoas como eu se é que elas existem, o carnaval não é nada agradável.

Enquanto em época de carnaval pessoas saem de todo canto do mundo e vem para o Brasil eu desejaria sair do Brasil e ir pra qualquer canto do mundo, um lugar tranquilo onde eu possa ler meus livros e ver meus filmes em paz, poderia coexistir em minha alma os dois gostos, afinal nasci no Brasil e gostar de carnaval não significa que eu não possa gostar de ler ou vice-versa, mas não tem mesmo jeito.  Apesar de minha aversão a festa acho que tudo isso é algo muito complexo, penso que deve ser muito bom, pra quem gosta.  



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